Racismo NÃO está na moda!

ISTITUTO DI MODA BURGO

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Nas últimas semanas acontecimentos racistas no Brasil e nos EUA principalmente foram escancarados e movimentos antirracistas movimentaram milhares de pessoas. Depois da morte de George Floyd por um policial branco nos EUA de forma fria e totalmente inescrupulosa, protestos surgiram em prol de justiça e combate ao racismo. Na internet, a #blacklivesmatter foi usada para dar voz e destaque às pessoas pretas e a necessidade de toda a sociedade branca entender que o racismo existe, está em todos nós, enraizado em nossa sociedade e precisa ser combatido diariamente. Com isso, o #blackouttuesday também foi criado para um dia de silêncio nas redes sociais e enfoque à conteúdos para combate ao racismo. 

Depois disso, muitas pessoas, famosas ou não, e muitos veículos de comunicação voltaram seus conteúdos à pautas de combate ao racismo e também dando voz à pessoas pretas e destaque. Nesse sentido, surge o Instagram @modaracista, que mostra depoimentos de casos de racismo e outros tipos de assédio moral, gordofobia, transfobia, abuso de poder e demais preconceitos no mundo da moda brasileira.

Todos sabemos que o mundo real da moda está longe de ser glamouroso como parece e que nesse cenário, a imagem externa das pessoas é um grande status de poder e de acesso, não só pelo que se veste e por com quem se anda, mas principalmente pelo tom de pele. Mas faltavam denúncias e depoimentos reais para que pessoas que não convivem nesse meio soubessem da dura e cruel realidade desse mundo, que pode ser transformador para muitos de forma positiva mas pode ser motivo de muita dor para outros. 

Grandes estilistas e marcas como Gloria Coelho, Reinaldo Lourenço, Ellus, Ratier e Cris Barros foram expostos com depoimentos de modelos e funcionários que já trabalharam com eles e tiveram experiências horríveis e assustadoras, como em alguns exemplos abaixo:

Sobre o estilista Reinaldo Lourenço

Sobre a marca Ellus


Infelizmente, o perfil do Instagram Moda Racista saiu do ar - e acredita-se que por meio de intervenção dos grandes estilistas que buscavam a identidade do proprietário da página e o acusaram de difamações e calúnias, ambos alegando que eram denúncias falsas.

Porém o perfil foi para o Twitter Moda Racista no dia 16/06 e lá o proprietário pretende continuar o trabalho de exposição do racismo na moda. Nesse contexto, muitos perfis voltaram seus conteúdos e holofotes para criadores de conteúdo, produtores e artistas negros, dando a voz e vez à eles. Marcas gigantes como Reebok, Levi's e Supreme fizeram diversas ações em apoio ao movimento antirracista também.

Posts extraídos do Carvalhando

Já passou da hora do mundo da moda lutar contra o racismo e expor todas as atrocidades que muitos ainda sofrem com preconceitos de todas as formas!