Highlights da London Fashion Week Verão 2021

ISTITUTO DI MODA BURGO

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A segunda semana de desfiles de moda internacionais o calendário é a London Fashion Week! Uma semana muito aguardada por desfiles de grifes e estilistas icônicos como Burberry, Wivienne Westwood, Victoria Beckham e Erdem e por ser também uma semana de moda onde muitos estilistas começaram suas carreiras após formados, por isso, é um evento que também revela novos talentos e tem muita inovação.

Nessa edição, por conta da pandemia, tivemos muitas mudanças, com desfiles presenciais contando com as normas de biossegurança e outros transmitidos por streaming ao vivo de forma digital, até as que tiveram ambas as opções e também as marcas que optaram por coleções apresentadas via lookbook e conteúdo exclusivo digital. Todo o conteúdo foi disponibilizado no portal da fashion week: londonfashionweek.uk e pode ser acessado agora, mesmo após os desfiles também!

Assim como a NYFW, o frissom da semana de moda não teve a mesma repercussão do que antes nos veículos de comunicação de moda e na web como usualmente, até porque em ambas muitas marcas e estilistas decidiram não participar. Muitos estão desacelerando sua frequência de coleções e outros criando seu próprio calendário, com apresentações organizadas individualmente e em outro momento. Mas mesmo com as diferenças por conta da pandemia, tivemos uma série de coleções incríveis em novos formatos. Veja os destaques que separamos de toda a semana:

Burberry

A Burberry deu o start na London Fashion Week e realizou um desfile sem expectadores, feito para transmissão ao vivo pelo Instagram, Twich e site da marca. Celebrando a natureza, a renovação e o verão britânico, a grife firmou uma collab com Anne Imhof, uma artista plástica alemã que além de suas pinturas é muito conhecida por suas performances de resistência. Juntamente com Ricardo Tisci, diretor criativo da marca, trabalhou para conceberem um desfile de moda como performance, com os modelos andando pela floresta com a nova coleção.

HALPERN STUDIO

Aqui o destaque não vai para a coleção em si, mas para a inspiração: Michael Halpern homenageou as heroínas da linha de frente vestindo oito funcionárias-chave do setor do serviço público que trabalharam durante todo o período de lockdown de Londres. Ele criou dois looks para cada uma de suas musas inspiradoras de acordo com a personalidade e individualidade de cada uma. Os looks tem construção com técnicas e tecidos de alta costura. Em declaração sobre a coleção ele afiram que: "Para mim, os tempos de ressurgimento exigem pura criação: a sensação mais edificante que posso imaginar. Não desenhei esta coleção com cocktails ou salões de baile, mas puramente do desejo de captar na costura a individualidade encarnada pela feira do saber e a alegria que ela traz para quem a veste. Esta coleção foi criada em comemoração das mulheres na linha de frente, e para qualquer um pode inspirar e elevar. " Incrível, né?


VICTORIA BECKHAM


Para a coleção primavera/verão 2021 a estilista planejou fazer uma série de pequenos desfiles de moda em um salão de beleza com apenas 15 pessoas na platéia de cada apresentação. Porém, de última hora, ela desistiu da ideia por pensar que não seria apropriado realizar desfile, mesmo que pequeno, e então apresentou sua coleção aos editores de moda de forma intimista, conversando com cada um individualmente.

A coleção contou com 20 looks, muito mais enxuta do que as anteriores, e teve inovação com uso de jeans, material que a estilista nunca havia usado. Ainda assim seu DNA moderno e elegante segue forte com peças de alfaiataria, seda e detalhes em renda.




BORA AKSU


Representando o momento turbulento em que vivemos com a pandemia, a marca retratou a Primeira Guerra Mundial, a decadência dos anos 20 e a pandemia. Em um comunicado da marca sobre a coleção, afirmam que: "A mudança nos papéis das mulheres na sociedade, especialmente as enfermeiras e a maneira como se vestem, é a fonte de inspiração ... Examinar como os estilos mudaram e como as mulheres redescobriram sua feminilidade é refletido de uma forma muito leve, em camadas, mas sem esforço nesta coleção."

Vestidos ultra femininos, com camadas, babados, leveza e fluidez em tons candy com transparência e o uso de máscaras estilizadas nas modelos (um dos poucos desfiles até então que fez o uso nas modelos também).




VIVIENNE WESTWOOD


Com uma coleção unissex inspirada na alfaiataria tradicional inglesa, com detalhes e toques de drama adicionais, como golas, aberturas, bolsos, botões, gravatas e etc. A estilista reforça que o cliente é quem tem que fazer suas próprias regras no que diz respeito à moda. Ainda declarou nas notas sobre a coleção: "Compre menos, vista-se, troque de roupa. (...) Vista-se para a hora do dia, ou não vista para a hora do dia - vista suas roupas de noite para o escritório se voltar ao trabalho, misture as estações - nosso objetivo é mostrar apenas uma coleção por ano".



CHRISTOPHER KANE 

O estilista declarou sobre a coleção primeiramente que o Lockdown mudou a maneira como ele quer trabalhar. A coleção atual é reduzida e apresentada via ensaio fotográtfico e ele afirmou que seu desejo não era criar uma grande coleção, pelo contrário: seu intuito foi reduzir a produção e deixá-la mais simplificada.

A coleção tem referências diretas à arte e aos seus quadros pintados à mão. Durante a quarentena ele passou a pintar como uma forma de passar o tempo e escapar do "ataque" das notícias da pandemia e de ligações via Zoom. Suas pinturas foram suas próprias inspirações para as criações. As fotos do ensaio serão apresentadas em exposição na loja da Kane's Mount Street.

"A exposição é uma seleção de roupas que são extensões das pinturas, algumas impressas digitalmente, outras pintadas à mão e algumas serigrafias brilhantes. Elas são únicas e únicas. Suponho que você poderia dizer que foi uma colaboração com Eu mesmo." - Christopher Kane.



ERDEM

Como é de tradição, o estilista Erdem buscou uma obra literária para se inspirar para sua nova coleção. Dessa vez ele refletiu sobre 'The Volcano Lover', de Susan Sontag. Referente ao texto, ele declara que: "Foi um presente de um amigo e li durante o bloqueio. O livro se passa em uma época de turbulência e incerteza, os personagens viviam na sombra de algo que é muito maior do que eles. Essa sensação de incerteza falou comigo e sobre o clima atual."

A inspiração é refletida na alfaiataria, nos detalhes das golas e nos elementos casuais dos anos 60 e 70, incluindo o jeans, justamente da época em que Sontag escreveu sua obra.




E aí, qual foi o seu preferido?

Fotos: Harper's Bazaar