Gucci "Epilogue" Collection - uma apresentação digital na semana de moda de Milão

ISTITUTO DI MODA BURGO

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Em meio à alguns desfiles presenciais como Etro, Dolce & Gabanna e Jacquemus, a grife comandada pelo diretor criativo Alessandro Michele preferiu seguir pelo digital e fazer a sua apresentação online para fechar sua "trilogia do amor", que iniciou no desfile de fevereiro e continuou com a campanha publicitária do outono 2020. Mas é um encerramento com um novo começo, já que um epílogo é uma abertura. Como ele mesmo declarou: “Nesse sentido, o epílogo que hoje entrego a você realmente parece uma abertura. Um divisor de águas que fecha e abre ao mesmo tempo, um limiar de um novo começo, do qual tentamos imaginar o nosso amanhã ”. 

Dando destaque para pessoas que trabalham geralmente nos bastidores, assim como na campanha de maio que foi fotografada por modelos fazendo suas próprias imagens, a Epílogo seu time de design como modelos, usando as peças que eles mesmos haviam desenvolvido. Nesse sentido, as peças parecem ganhar ainda mais vida, usadas por quem conhece todo o processo de criação e confecção por trás delas. Outro ponto interessante dessa ação é a quebra de padrões de beleza fomentados pela indústria da moda, trazendo pessoas reais para serem fotografadas. 

As imagens do lookbook foram apresentadas em montagens com posts its e marcadores com observações manuais com nome do profissional da foto, seu cargo na equipe de estilo da Gucci e outros detalhes do look.



A experiência da apresentação digital foi formatada para durar 12 horas, com conteúdo de backstage e até playlist no Spotify, para ser uma representação em áudio da coleção. Porém o conteúdo audiovisual filmado no dia será revelado apenas em outubro. 

Com relação às peças, a coleção é muito fiel ao estilo que Michele vem criando ao longo dos últimos 5 anos na marca, com seu DNA super visível e consistente, inspiração nos anos 70 com looks maximalistas, fluidos de gênero, cores impactantes e contrastantes, clash de estampas, mood vintage e retrô, bordados, jeans e muita alfaiataria. 

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 “Os designers com quem, todos os dias, compartilho o torpor da criação, se tornarão os artistas de uma nova história. Eles aproveitarão a poesia que contribuíram para moldar. Eles encenarão o que imaginamos apaixonadamente. É um processo de inversão de papéis, mais uma vez.”


Esse novo começo, não só com o Epílogo e com a nova era da moda e do mundo com a pandemia, também marca o início de uma nova era na marca com o seu controle próprio sobre o calendário de lançamentos com ritmo mais desacelerado, de 5 para 2 desfiles anuais e apagando ainda mais a separação entre feminino e masculino em suas coleções. Não só a Gucci, mas outras marcas resolveram sair do calendário usual de moda e ter mais liberdade em seus processos criativos.

Fotos: Gucci/Divulgação