Consumo de moda de luxo pós quarentena na China

ISTITUTO DI MODA BURGO

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Um dos assuntos que mais preocupa qualquer pessoa da área de moda atualmente é como será o futuro do consumo nesse mercado. Sabemos que atualmente a preocupação do consumidor não é compra de itens não essenciais, e nesse momento a moda se torna um deles. Itens como consumo mais consciente, sustentabilidade e propósito na moda nunca estiveram tão em pauta, pois já eram tendências para um futuro na moda que agora estima-se estar mais próximo. 

Aqui no Brasil e no resto do mundo a quarentena é uma realidade atual e que não tem dia e hora para acabar, restando à todos da área maior adequação ao online e ao novo momento. Mas lá do outro lado do mundo, na China, a quarentena acabou e aos poucos o comércio local está voltando às atividades e reagindo. E um fato muito curioso foi o resultado da reabertura da loja Hermés em Guangzhou, no sul da China, no último sábado (11/04): US$ 2,7 milhões = 19 milhões onde yuans (moeda local) e em reais, 14 milhões. Estima-se que esse tenha sido o maior faturamento da história de uma única unidade de loja da grife francesa na China.


A cidade de Guangzhou fica na província de Guangdong, que é a área mais rica da China. De acordo com o WWD, o comércio local Chinês em Shopping Centers ainda segue fraco pelo receio das pessoas em frequentares esses locais, o que beneficia o mercado de varejo de luxo. No caso da Hermés, peças raríssimas como uma Birkin cravejada de diamantes foram encomendadas pelas clientes para retirada na loja, que possui mais de 500 metros quadrados e vende bolsas, sapatos, cintos, roupas, itens de decoração, móveis e louças. 

A Hermés não comentou o resultado, mas afirmou que "a reabertura reafirma o compromisso da marca com a região do sul da China e marca um novo capítulo para a etiqueta parisiense em Guangzhou, onde está presente desde 2004." A pandemia levou a grife a fechar boa parte de suas 43 lojas na China. 

Para o mercado de luxo em geral, a notícia dá um panorama favorável, já que esse mercado foi altamente afetado pela pandemia, considerando o fechamento de lojas e restrições de viagens, já que muitas vendas são feitas em aeroportos e países em destino de viagens internacionais. Depois de meses de lockdown, os especialistas e as marcas estão apostando que ocorra na China o "revenge buying" (consumo de vingança), que é um termo dos anos 80 que significou a demanda reprimida por produtos estrangeiros aos quais os chineses não tinham acesso na época. Atualmente seria uma consequência da demanda reprimida de consumo de varejo depois de meses sem poder sair de casa e consumir em lojas físicas. De qualquer forma, estamos ansiosos para saber as consequências reais no mercado Chinês e do resto do mundo.

Fontes: WWD, Marie Claire e UOL Economia